Líderes do setor produtivo catarinense discutem inovação e competitividade
O tema "Inovação e competitividade" foi discutido por lideranças do setor produtivo catarinense, na segunda-feira, dia 2 de setembro, durante o 57º Encontro Empresarial de Jaraguá do Sul. Participaram do evento realizado na ACIJS, como debatedores, o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt, o presidente da Fiesc, Glauco Côrte e o empresário Décio da Silva, da WEG.
O medidador do debate foi o especialista na análise de cenários internacionais e blogueiro da revista Exame, Fábio Ribeiro, que disse que, sem educação, o Brasil não avança no mercado global. "O reflexo disto já aparece. Estudo do Instituto Europeu de Administração de Empresas, entidade que mede o desempenho das nações no campo da inovação, relaciona os 60 países mais competitivos e coloca o Brasil na 51ª posição. Isto acontece porque não temos uma base na educação, do ensino fundamental a alta formação, capaz de dar a indústria condições de desenvolver pesquisa aplicada para o setor produtivo”, afirmou.
Para os painelistas, a falta de maior suporte em termos de políticas públicas faz com que a inovação ocorra de maneira lenta e sofra o impacto da alta carga tributária, dos elevados custos da legislação trabalhista e da falta de mão de obra especializada.
De acordo com Bruno Breithaupt, o comércio tem buscado vários caminhos para se inovar e ser mais competitivo: "O lojista precisa oferecer aos clientes condições que agreguem valor e com isso satisfaça as necessidades de quem compra", disse.
Glauco Côrte afirmou que o Brasil investe em inovação, mas é preciso que se faça mais tanto por parte do poder público quanto pela iniciativa privada. "A indústria pode definir quais os caminhos que deseja trilhar para ter a melhoria da sua competitividade", afirmou ele.
Já para o empresário Décio da Silva, inovação é algo que independe do tamanho da empresa. "É preciso estar atento às tendências do mercado, ter um contato muito próximo com seus clientes e fornecedores, porque muitas vezes uma pequena ideia discutida na sua cadeia produtiva pode trazer uma solução diferente", explicou.
Foto Horst Baumle/Divulgação ACIJS


