Novo Banco de Desenvolvimento servirá como instrumento político
O banco do Brics – grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, com criação anunciada nesta terça-feira, dia 15 e instituído como Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), será presidido por um indiano e terá sua sede na cidade chinesa de Xangai. A China, por ser a sede do banco, será o último país a presidi-lo.
O Brasil ficará com a presidência do conselho de administração, enquanto o presidente do conselho de governadores será da Rússia. Haverá ainda uma subsidiária africana para o banco, chamada de Centro Regional Africano do Novo Banco de Desenvolvimento, que será estabelecida na África do Sul.
Para a Fecomércio SC, o novo banco é muito mais um instrumento de geopolítica do que um real agente econômico. Configura-se como um importante espaço de aproximação e cooperação entre os países em desenvolvimento, mas terá seu alcance limitado, à medida que lidará com moedas não conversíveis no cenário internacional, ou seja, moedas que não podem ser utilizadas nos fluxos de comércio globais.
Portanto, a instituição só será bem sucedida à medida que aumentem a produtividade e a competitividade das economias que fazem parte do novo banco. Desse modo, de acordo com o arranjo atual, o NBD servirá mais como um instrumento de caráter político que um real instrumento de fortalecimento econômico.
Maior aporte
Em nota, o Banco Central informou que a China vai fazer o maior aporte ao fundo: 41 bilhões de dólares. Já Brasil, Índia e Rússia investirão 18 bilhões de dólares cada um, enquanto a África do Sul destinará 5 bilhões de dólares.
"Esse arranjo terá efeito positivo em termos de precaução, ajudará países a contrapor-se a pressões por liquidez de curto prazo, promoverá maior cooperação entre os Brics, fortalecerá a rede de segurança financeira mundial e complementará arranjos internacionais existentes", informaram os líderes, em comunicado.
O acordo foi assinado entre Dilma Rousseff, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da China, Xi Jinping; e da África do Sul, Jacob Zuma; e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.


