PNAD contínua revela queda na taxa de desemprego em 2014
O IBGE divulgou nesta terça, dia 10, dados da nova Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios contínua, referentes ao quarto trimestre de 2014. De acordo com a PNAD, a taxa de desemprego no período foi estimada em 6,5% em todo o país, um percentual menor do que os 6,8% registrados no terceiro trimestre de 2014. No ano, a taxa ficou em 6,8%, abaixo dos 7,1% registrados em 2013. Já o nível de ocupação alcançou 56,9% entre setembro e dezembro do ano passado, permanecendo estável em relação ao trimestre anterior.
Para a Fecomércio SC, a estabilidade no índice de desemprego está vinculada à diminuição da população que busca por postos de trabalho. Essa queda pode estar relacionada ao aumento da renda familiar nos últimos anos, que permitiu a alguns membros da família esperarem um pouco mais para entrar no mercado de trabalho. No entanto, a entidade alerta para a desaceleração no crescimento da renda que está acontecendo desde 2009. Isto provocará pressões na taxa de desemprego em 2015, já que a população economicamente ativa voltará a subir e a tendência é que não se crie um número equivalente de postos de trabalho.
A PNAD do quarto trimestre de 2014 ainda apontou diferenças nas taxas de desemprego por região e entre os jovens. Regionalmente, houve crescimento do desemprego nas regiões Nordeste (de 7,9% para 8,3%), Sudeste (de 6,2% para 6,6%) e Centro–Oeste (de 4,9% para 5,3%), na comparação com o 4º trimestre de 2013. E estabilidade nas regiões Norte e Sul.
Entre os jovens de 18 a 24 anos de idade, o índice ficou em 14,1%, acima do estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado nas cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 8,4% no Sul e 17,4% no Nordeste. Para a Fecomércio SC, os dados só confirmam a necessidade de criação de políticas que garantam um desenvolvimento regional mais equilibrado em todo o país e uma eficiente capacitação profissional dos jovens.
A PNAD diferencia-se da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) em sua metodologia, pois abrange 3,5 mil municípios brasileiros, enquanto que a PME coleta dados apenas em seis regiões metropolitanas. A PNAD contínua também considera como força de trabalho as pessoas a partir de 14 anos, enquanto a PME coloca neste grupo as pessoas a partir dos 10 anos.


