Apesar de queda após Natal, empresário catarinense se mantém confiante
O período posterior às festas de final de ano teve impacto direto no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), que em Santa Catarina apresentou uma queda de 3,9% em relação ao mês de dezembro. Apesar disso, o ICEC alcançou os 127,5 pontos, patamar considerado positivo já que supera a fronteira de satisfação representada pelos 100 pontos.
A retração é vista com naturalidade, uma vez que os efeitos sazonais do período mais rentável para o varejo – Natal e Réveillon – elevou todos os índices. Assim, no início do ano, é normal que as medições estejam mais baixas.
Estão menos confiantes as empresas de menor porte. A queda no índice geral foi puxada principalmente pelas empresas com menos de 50 funcionários. Para estas, houve retração de 4,2% no ICEC. Já a confiança dos empresários que gerenciam mais de 50 empregados subiu. Alta de 9,3%.
Na avaliação da Fecomércio, fatores como a expectativa de que o país cresça, mesmo em meio à crise internacional, e o aumento dos rendimentos da sociedade brasileira – que em grande parte será destinada ao consumo, explicam o otimismo no meio empresarial, apesar da queda nos índices. Destaque para o otimismo das grandes empresas e as dos setores de bens duráveis neste início de ano.
Compõe o Índice do Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) os índices das ‘condições atuais’ e de ‘expectativas’ referentes à economia brasileira, ao comércio, e às empresas do comércio. Além do item ‘investimentos’, que abrange contratação de funcionários, investimentos das empresas e situação dos estoques.
Condições atuais
O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) teve pequena queda de 0,3% em janeiro. Caiu de 118,1 pontos em dezembro, para os atuais 117,7 pontos. As empresas maiores registraram crescimento mensal de 17,4% no ICAEC, enquanto as menores tiveram queda de 0,6% no indicador. Apesar da divergência, o índice demonstra que os empresários estão confiantes com a situação atual da sua atividade.
Os empresários que comercializam bens semiduráveis e não-duráveis diminuíram sua confiança em -1,8% e -0,5% respectivamente. Já o segmento de bens duráveis teve crescimento de 2%.
Em relação à condição atual da economia, houve recuo mensal de -0,8% em janeiro, totalizando de 110,8 pontos. Já as condições atuais do comércio ficaram em 112,1 pontos (-1,5% se comparado ao mês anterior). Enquanto as condições atuais das empresas do comércio tiveram comportamento distinto. Alta de 0,9%, alcançando a casa dos 130,3 pontos.
Expectativas
Apesar da queda mensal das expectativas (-6,3%), o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC) continua elevado. O IEEC fechou o mês de janeiro em 152,7 pontos.
Para empresas maiores o índice cresceu 9,8%, atingindo os 168,8 pontos. Já as empresas com menos de 50 funcionários registraram queda de -6,6%, levando o patamar para os ainda favoráveis 152,4 pontos. Em relação aos grupos de atividade, todos registraram queda nas expectativas. Bens semiduráveis (-9,6%), bens não-duráveis (-7,7%) e bens duráveis (-0,4%).
Dentre os indicadores que compõem o IEEC, as expectativas caíram: em relação à economia brasileira (-9,5%), ao comércio (-7,7%) e às empresas do comércio (-1,8%). O que não representa um momento ruim, uma vez que janeiro sucede o período de grande expectativa para o varejo.
Investimento
O Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) ficou em 112,2 pontos. Queda de 4,3% em relação a dezembro. Aqui, também as empresas de maior porte tiveram crescimento (1,1%). Já as de menor tamanho recuaram – 4,4%.
Pelo grupo de atividade, as empresas que comercializam bens semiduráveis tiveram queda do indicador (-11,6%). O investimento nas empresas de bens não-duráveis e duráveis cresceu 5,1% e 1,8%, respectivamente.
A queda no IIEC deve-se, exclusivamente, ao subíndice que mede a contratação de funcionários, único a apresentar queda mensal (-16,5%). Resultado normal para o período que acumula demissões de trabalhadores temporários contratados para o final de ano.
Os demais subíndices tiveram crescimento mensal. O nível de investimento chegou aos 117,7 pontos (+1,1%) e a situação dos estoques foi aos 106,5 pontos (+5,7%).


