Empregos formais em Santa Catarina caem 34,2% em relação a 2013

Em Santa Catarina, foram criados em maio 6.756 novos empregos formais, resultado 34,2% inferior ao do mesmo mês de 2013, quando foram criadas 10.273 novas vagas. Mesmo assim, foi o sétimo Estado que mais criou vagas no país.

Todos os setores catarinenses criaram novas vagas, exceto o setor rural. A indústria, grande vilã no cenário nacional, com saldo negativo de 1.917 vagas, apresentou no Estado criação de 2.653 vagas. O setor de construção civil criou 2.198; o comércio, 1.594; os serviços, 3.695 e a agropecuária viu uma redução de 3.385.

O número de novos empregos formais em abril no país foi de 105.384, 46,5% abaixo em relação ao mesmo mês no ano passado, com pior resultado para o mês desde 1999. Os dados são do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) nesta quinta-feira, dia 22.

Menor taxa de desemprego desde 2002

Também foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira, a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). Segundo a pesquisa, a taxa de desocupação em abril de 2014 foi estimada em 4,9%, a menor taxa de desemprego para o mês desde 2002. Frente a março (5,0%), a taxa não apresentou variação significativa. No confronto com abril de 2013 (5,8%), esse indicador declinou 0,9 pontos percentuais.

A população desempregada (1,2 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a março. Em relação a abril de 2013, esse contingente ficou 17,0% menor. A população empregada (22,9 milhões) indicou estabilidade em relação a março de 2014 e na comparação com abril do ano passado.

Aumenta número de carteiras assinadas

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,7 milhões) não variou frente a março e, comparado com abril de 2013, registrou elevação de 2,2%.

O rendimento médio real habitual dos empregados (R$ 2.028,00) foi 0,6% menor em relação ao de março (R$ 2.040,27) e 2,6% acima do registrado em abril de 2013 (R$ 1.977,24). A massa de rendimento real habitual (R$ 47,2 bilhões) caiu 0,5% em relação a março.

Na comparação com abril do ano passado, esta estimativa aumentou 3,6%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,7 bilhões), estimada em março de 2014, caiu 0,6% no mês e subiu 5,0% no ano.

Os dados do mercado de trabalho demonstram que a redução das vagas em Santa Catarina acompanhou a redução das vagas no cenário nacional. O setor de comércio e serviços é o que mais cresce, enquanto que a indústria reduz a oferta de vagas em âmbito nacional. No estado, pelo contrário, a indústria continua criando vagas. Setores como o metal mecânico e o têxtil puxam as contratações para cima.

Para a Fecomércio SC, apesar das reduções no saldo de criação de novas vagas, a taxa de desemprego continua muito reduzida, indicando que estamos vivendo um período de pleno emprego. O que explica, portanto, a redução da geração de vagas associada a uma estabilidade do nível de emprego é a redução do número de pessoas que buscam emprego.

Com o aumento da renda familiar, as pessoas optam por dedicar mais tempo a sua formação profissional, o que pode trazer benefícios de longo prazo para a produtividade do trabalho na economia. Entretanto, no curto prazo, este cenário do mercado de trabalho está acarretando em dificuldade de contratação e custos elevados para as empresas, o que, se não solucionado, pode acarretar em dificuldades financeiras das empresas e em ainda menor saldo de contratações.

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Última atualização: 22 de maio de 2014