Empresário catarinense está menos confiante em novembro
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) medido todos os meses pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio) e Confederação Nacional do Comércio (CNC) registrou nova queda de 1,4% no mês de novembro.
No mês de outubro o índice já havia caído 0,2% em relação a setembro. Segundo a Fecomércio, o principal fator que explica esta queda é a piora nas condições atuais dos empresários, que sentiram a desaceleração da economia catarinense como um todo, mais especificamente, nas vendas do varejo.
No entanto, apesar da queda no índice, o número ainda é considerado positivo, ficando na casa dos 129,3 pontos. Para a Fecomércio, isso mostra como as más notícias econômicas divulgadas nos últimos meses não abalaram totalmente a confiança dos comerciantes catarinenses, que ainda esperam um bom resultado com as vendas de final de ano.
A desaceleração da economia brasileira e catarinense na segunda metade de 2011 é bastante evidente no levantamento. No item que avalia o Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) foi registrada uma queda mensal de 3,9%, passando dos 114,8 pontos de outubro para os 110,3 pontos em novembro. Este indicador é maior para as empresas de grande porte (com mais de 50 empregados) do que para as de pequeno porte (com menos de 50 empregados), enquanto para as primeiras o ICAEC ficou em 125,8 pontos, para as segundas o índice foi de apenas 110,0 pontos.
Na análise setorial, o setor de bens não duráveis apresentou crescimento mensal no ICAEC (3,2%). Em contrapartida, o setor de duráveis registrou queda de 8,6% e o de semiduráveis, retração de 4,2%. Na avaliação da Fecomércio, por trás do considerável desgaste mensal dos bens duráveis está o efeito tardio das medidas restritivas de crédito ao consumidor, que impactam com mais força esse setor por ser dependente do crédito.
O principal elemento que puxou os números deste item para baixo foi a piora da situação da economia brasileira (CAE). A queda foi de 9,3%, fazendo com que o CAE ficasse na casa dos 103,0 pontos, pouco acima do limite que indica satisfação dos empresários. De acordo com a Fecomércio, os dados do PIB do terceiro trimestre divulgados recentemente confirmam esta percepção do comerciante catarinense, já que a economia efetivamente não cresceu, apresentando variação nula em sua atividade econômica.
A questão que avalia a expectativa do empresário do comércio catarinense foi outro elemento que apontou queda neste mês. No entanto a redução foi pequena (1,8%) e o índice permanece em situação favorável (159,6 pontos). Na avaliação da Fecomércio, a pior condição da economia brasileira, ao que tudo indica, não foi suficiente para abalar o otimismo que ainda reina entre o empresariado do comércio catarinense, percepção que se intensifica com a chegada do Natal, data de grande movimento nas vendas.
Com relação aos investimentos futuros, o índice de investimento do comércio foi o único item a ter movimento de alta em novembro, ficando 1,6% maior e chegando aos 117,9 pontos. Mais uma vez, o número é explicado pela chegada das festas de final de ano, que trazem um aumento vertiginoso da demanda, implicando em maiores despesas das empresas.
O indicador que avalia a contratação de novos funcionários (IC) também ficou elevado (136,2 pontos) apesar da pequena queda de 0,5%. Para a Fecomércio, esta queda é natural, já que os meses de setembro, outubro e novembro são os que concentram a maior massa de contratação de temporários de final de ano, ou seja, a maioria dos trabalhadores já foi contratada, o que faz com que contratações daqui pra frente não tenham mais a mesma força dos meses anteriores.


