Índices de preço sobem em abril, mas inflação segue em queda
O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), levantados mensalmente pelo IBGE, aumentaram em abril. Estes dois índices medem a inflação dos preços ao consumidor brasileiro, e são calculados mensalmente.
O IPCA subiu 0,64%, crescimento maior que o de março, que foi de 0,21%, porém inferior quando comparado à variação de abril de 2011 (0,77%). Considerando os 12 últimos meses, o indicador variou 5,10%, ou seja, houve desaceleração em relação aos últimos 12 meses fechados em fevereiro (5,24%). Isso revela que a taxa de inflação se aproxima da meta do Banco Central (4,5%).
O INPC também variou 0,64% em abril, valor superior ao resultado de março (0,18%) e inferior ao de abril de 2011 (0,72%). Em um ano a variação foi de 4,88%, também menor que a dos últimos 12 meses de março (4,97%).
Para a Fecomércio, o atual movimento de desaceleração dos preços não é apenas um fenômeno brasileiro. A inflação está diminuindo no mundo todo: a desaceleração da economia chinesa e a crise europeia reduziram a demanda global, o que aliviou a pressão sobre os preços, principalmente das commodities.
Desta forma, espera-se que a inflação seja controlada com a desaceleração dos preços internacionais. Isso faz com que, no Brasil, os cortes na taxa Selic (atualmente em 9%) não acarretem em risco de inflação — com a ressalva de que não sejam adotadas medidas protecionistas, que restrinjam o repasse dos preços menores do exterior para a economia nacional.
Assim, esta conjuntura, aliada à revisão no cálculo dos rendimentos da caderneta de poupança, faz com que seja provável um novo corte dos juros da economia na reunião do Copom marcada para o fim do mês. Fato que a Fecomércio considera positivo, já que somente com juros menores é possível garantir uma recuperação da taxa de investimento da economia, aumentando a produtividade das empresas e gerando assim mais empregos e renda.


