Manutenção da Selic onera os investimentos no setor produtivo
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira, 16 de julho, manter a taxa básica de juros (Selic) em 11%. É a segunda manutenção consecutiva.
Os juros aumentaram 3,75 pontos percentuais desde a taxa mínima de 7,25% de março de 2013. É um dos mais longos ciclos de aperto monetário desde o início do regime de metas de inflação inaugurado em 1999. Alguns fatores explicam essa manutenção. O primeiro deles é a amenização do cenário de instabilidade do primeiro quadrimestre do ano.
Contribuiu para isso a acomodação do câmbio, orbitando ao redor de R$ 2,23; a constante revisão para baixo do crescimento do PIB, fazendo com as projeções de inflação também se reduzissem; e, também, o cenário externo mais favorável, com a certeza que as taxas de juros norte americanas não se elevarão tão cedo.
Para os próximos meses, a expectativa é que o Banco Central continue monitorando os níveis de preço do país e ainda não descarte a possibilidade de novos aumentos, visto que em seu comunicado o termo “neste momento” voltou a aparecer.
Posição da Fecomércio
A Fecomércio SC considera que não houve surpresa na decisão do Copom, já que o cenário inflacionário do país é preocupante e necessita de atenção. Entretanto, a manutenção dos juros num nível elevado não pode ser comemorada pelo setor produtivo, pois onera o investimento, dificultando ainda mais a saída do país do patamar de baixo crescimento em que se encontra. A entidade considera que outras medidas, como um verdadeiro ajuste fiscal e uma subsequente reforma tributária, seriam muito mais efetivas para combater ambos os problemas: baixo crescimento e inflação.


