Número de catarinenses endividados permanece estável

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (PEIC) de junho de 2014, divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio SC) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revela que, na comparação entre o mês de maio e junho deste ano, o número de catarinenses endividados caiu 0,1 pontos percentuais (pp), permanecendo estável.

Ainda segundo o estudo, as famílias com renda superior a 10 salários mínimos permanecem sendo as mais endividadas na comparação com as famílias de renda inferior a 10 salários mínimos. Enquanto 62,8% das primeiras apresentam dívidas, 57,9% das segundas estão na mesma situação.

Foram entrevistados consumidores de Blumenau, Chapecó, Florianópolis, Itajaí e Joinville, com idade superior a 18 anos. Para compor o dado agregado de Santa Catarina, os resultados obtidos em cada munícipio foram ponderados de acordo com sua população e dessazonalizados.

Nível de endividamento subiu

O nível de endividamento das famílias subiu mensalmente. A pesquisa mostra uma elevação dos muito endividados em 1,8 p.p., passando de 12,1% em maio para 13,9% em junho.
Na faixa dos mais ou menos endividados, a alta passou de 21,3% para 24,9%. Quanto aos pouco endividados, o nível caiu, passando de 24,4% para 19%.

Capital tem o maior percentual de endividamento

Florianópolis tem o maior percentual de famílias endividadas no Estado. Com 85,7%, a Capital catarinense é a mais comprometida com dívidas. Ela é seguida por Joinville, com 49,8%, e Blumenau, com 48,5%. Em relação ao percentual de famílias com contas em atraso, Florianópolis também lidera com 26%. Blumenau apresenta o menor percentual de inadimplentes.

É de Florianópolis também a liderança, mais uma vez, nas famílias que não terão condições de pagar. Nesse quesito, Chapecó é a melhor posicionada, com apenas 0,5% de famílias sem condições de pagar suas dívidas.

Para a Fecomércio SC, sobre o nível de endividamento das famílias, observa-se que a percepção preponderante é a resposta “não tem dívidas desse tipo”, com um nível superior a 50% em quase todos os municípios, exceto Joinville. Logo em seguida, vem os mais ou menos endividados, sendo Joinville a cidade com maior percentual de sua população nessa faixa e Florianópolis, com a menor. Nos muito endividados, Itajaí lidera com 12,5% e Florianópolis, a com menor percentual nesse quesito, com apenas 3,3%. Assim, se pode concluir que a capital do estado tem muitas famílias endividadas, porém, todas tem boa percepção sobre a qualidade do seu endividamento, ou seja, sem riscos de grande inadimplência.

Cartão de crédito

O cartão de crédito permanece na liderança dos agentes no endividamento catarinense. Pelo menos 54,1% dos entrevistados declararam usar essa forma de pagamento nas compras. Florianópolis se destacou entre as cidades pesquisadas em dívidas com cartão de crédito (66,7%).

Em segundo, terceiro e quarto lugar nos agentes de endividamento no Estado aparecem, respectivamente, os financiamentos de carro (25,3%), o crédito pessoal (16,9%) e os carnês (12,9%), sendo que na Capital os carnês ocupam a segunda posição.

Contas em atraso cresceu

Conforme a PEIC, a quantidade de famílias com contas em atraso apresentou alta na comparação entre maio e junho. De 28,7% das famílias com contas em atraso em maio, temos em junho 30,1%. Os blumenauenses têm a maior média do Estado e levam em torno de 77,3 dias para pagá-las, enquanto que os itajaienses ficam com a menor média e levam 63,9 dias.

Pelo menos 21,6% das famílias afirmaram que não terão condições de pagar totalmente suas dívidas, ante 24,2% registrados no mês anterior. As que, em parte, terão condições de quitar seus débitos representam 49,8% em junho. Aquelas que terão condições de pagar totalmente suas dívidas dentre o total de famílias representam 24,9%.

Confira mais dados e a pesquisa na íntegra aqui.

A pesquisa de endividamento e inadimplência dos consumidores catarinenses de junho de 2014 apresentou estabilidade, tanto no endividamento das famílias como na inadimplência. Ou seja, as famílias estão deixando de consumir para quitar suas dívidas antigas.

Para a Federação, o varejo vem sentindo o impacto do endividamento em seu volume de vendas reduzido. Isto é, como a situação do endividamento é alta, porém segura, o que fica prejudicada é a capacidade das famílias efetivarem novas compras com o recurso do crédito e não o risco de inadimplência generalizada.

Tenha mais informações sobre cada cidade pesquisada com os sindicatos de cada região:

Joinville: Sindicato do Comércio Varejista de Joinville – SINDILOJAS (47) 3026-2600

Blumenau: Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau – SINDILOJAS (47) 3221-5750

Chapecó: Sindicato do Comércio Varejista de Chapecó – SICOM (49) 3319-4600 / 3319-4601
 

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Última atualização: 25 de junho de 2014