Setor empresarial alerta deputados sobre os impactos do Mínimo Regional
Empresários de todos os setores apresentaram ontem, segunda-feira, aos deputados catarinenses, os impactos que o mínimo regional terá na economia catarinense se aprovado pela Assembléia Legislativa. Os efeitos econômicos e sociais da medida foram apresentados ao presidente da Assembléia, deputado Jorginho Mello, e aos deputados Renato Hinning, Silvio Dreveck, Moacir Sopelsa, e Elizeu Mattos, líder do governo. A reunião, na sede da FIESC, contou com a participação das entidades que integram o Conselho das Federações Empresariais, o Cofem – Fecomércio, Fiesc, Facisc, Faesc, Fetrancesc, FCDL, Fampesc.
A tônica do encontro foi a negociação coletiva, em que os valores do reajuste são definidos entre as partes diretamente envolvidas: os empregados e os empresários. O presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, traçou um breve cenário do comércio nos municípios catarinenses e alertou os parlamentares do impacto da aprovação desta medida na economia. “Em alguns municípios, o valor proposto pelo projeto significaria a elevação de 40% nos custos”.
No Rio Grande do Sul, onde o piso foi implantado em 2001, as decorrentes dificuldades de negociação resultaram em migração de empresas e demissões, alertou o executivo do Conselho de Relações do Trabalho e Previdência da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, André Barcellos. “O aumento de custos provoca realocação de fatores produtivos. A medida só afeta o poder de compra de quem tem o emprego preservado”, afirmou.
Para presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, a existência do piso passa a ser mais um fator a ser avaliado por quem planeja realizar investimentos no estado. O deputado Renato Hinning defendeu o amadurecimento da questão e, citando os postos de combustíveis como exemplo, destacou que a iniciativa pode estimular a busca pela automatização de processos, provocando desemprego. “É uma questão polêmica. O projeto precisa ser aprimorado, pois se for aprovado como está, o que parece um ganho para os trabalhadores pode se refletir em perda”, disse.
O presidente da Assembléia, deputado Jorginho Mello, disse que o projeto “merece e carece de discussão” porque os deputados têm compromisso com o crescimento e o desenvolvimento de Santa Catarina. “O projeto vai impactar a economia e a geração de empregos”, afirmou.


